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Como distinguir um aluno que sabe ler, de um aluno - vítima do método global de ensino de leitura

Aos professores da escola primária, que ensinam os seus alunos a ler pelo método global.
Devemos distinguir entre uma verdadeira capacidade de ler, ou seja, de ler todas as palavras, mesmo aquelas cujo visual ainda não foi decorado nas aulas, construindo a palavra a partir das letras constituintes, capacidade esta adquirida seguindo o método sintético de ensino de leitura, da capacidade de ler fictícia, que se reduz à reprodução sonora de umas centenas de palavras, cujo visual o aluno conseguiu decorar, que resulta de uma aplicação cega do método global.

A importância da capacidade de ler todas as palavras que o aluno encontra torna-se óbvia quando pensamos na importância crucial da capacidade de estudar autonomamente, lendo simplesmente livros, aumentando assim o vocabulário activo e os conhecimentos. Devemos ainda lembrar que a capacidade humana para decorar as imagens das palavras é muito limitada, não ultrapassando umas centenas, enquanto o número total de palavras numa língua excede as dezenas de milhar.

Assim, propõe-se o seguinte exame de leitura:

O aluno deve ler um pequeno texto em Espanhol, de uma dificuldade adequada para o seu nível de escolaridade.

Se conseguiu, sem grandes dificuldades, ler o texto, constituido pelas palavra desconhecidas, descontados os erros meramente fonéticos, - espera-se, naturalmente, que o aluno leia segundo as regras de leitura portuguesas - então sabe ler. Caso contrário, é mais um aluno defraudado pela Escola, e traído pelo professor em que confia, mais um caso do futuro abandono ou insucesso escolar.

Boa sorte!

Percentagem significativa de professores incompetentes

Provavelmente, iremos merecer a designação do reaccionários e retrógrados, mas vamos aplaudir às medidas recentes do Ministério da Educação que insiste em introduzir os exames para os professores que entram na profissão e para os que têm menos que 5 anos de experiência profissional.

Nós iríamos ainda mais longe, propondo exames que condicionam a progressão na carreira, e ainda outros, periódicos, de 5 em 5 anos.

A verdade é que a profissão de Professor é demasiadamente importante para o nosso futuro, e não deve ser exercida pelas pessoas incompetentes, já que a sua incompetência tem um efeito multiplicativo, muito dificilmente corrigível.

Não podemos concordar com a afirmação que um Diploma universitário proporciona uma garantia suficiente da competência científica, pedagógica e educativa do Professor, pois quando as Universidades são forçadas de atrair e manter os alunos em números suficientes para assegurar a sua própria existência, as noções de qualidade e de exigência ficam rapidamente esquecidas e substituídas pelo facilitismo e permissividade.

Quanto a percentagem referida, a nossa estimativa conservativa, segundo as nossas experiências pessoais, é de 30%.