Carta aberta ao País

O País está em crise educativa generalizada, resultado das políticas governamentais dos últimos 30 anos, que empreenderam experiências pedagógicas malparadas na nossa Escola. Com efeito, 80% dos nossos alunos abandonam a Escola ou recebem notas negativas nos Exames Nacionais de Português e Matemática. Disto, culpados são os educadores oficiosos que promoveram políticas educativas desastrosas, e não os alunos e professores. Os problemas da Educação não se prendem com os conteúdos programáticos ou com o desempenho dos professores, mas sim com as bases metódicas cientificamente inválidas, que impedem o desenvolvimento intelectual dos alunos.

Ora, devemos olhar para o nosso Ensino na sua íntegra, e não apenas para assuntos pontuais, para podermos perceber o que se passa. Os problemas começam logo no ensino primário, e é por ai que devemos começar a reconstruir a nossa Escola. Uma análise, publicada em http://educacao-em-portugal.blogspot.com, identifica as principais razões da crise educativa e indica o caminho de saída. Em poucas palavras, é necessário fazer três coisas: repor os exercícios de desenvolvimento da memória nos currículos de todas as disciplinas escolares, deixar as tentativas fúteis de usar as capacidades do "pensamento crítico e independente" nos alunos do 1º e 2º Ciclos do Ensino Básico, e repor o método fonético (sintético) no ensino de leitura. Resolvidos os problemas metódicos, muitos dos outros, com o tempo, desaparecerão. No seu estado corrente, o Ensino apenas reproduz a Ignorância, numa escala alargada.

Exigimos uma acção urgente e empenhada do Governo, para salvar o pouco que ainda pode ser salvo.



Sr.(a) Leitor(a), p.f. mande uma cópia ao M.E.
email: gme@me.gov.pt, se.adj-educacao@me.gov.pt, se.educacao@me.gov.pt
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2 comentários:

Pergaminho: Brasileiro, Português e Japonês disse...

Pois sim caro educador. Concordo com vosso artigo que coloca em causa "os métodos de ensino inválidos, travando o desenvolvimento intelectual do aluno e não lhe permitem dominar as matérias curriculares".
Faço menção sobre a questão em meu Blog expondo fatos característicos do ensino confessional tradicional - marco na educação brasileira onde tínhamos um ensino público de boa qualidade, respeitado - infelizmente, não condizente com a realidade atual. Também enfatizo o ensino normal uma preocupação real com a formação de professoras, com a vivência das teorias nas práticas pedagógicas, além do curso de graduação no período da ditadura militar. Era um curso sério, comprometido com a formação humanista e profissional de educadores. Houve uma decadência acentuada nos diversos graus de ensino no período de 1950 até a atualidade, mas precisamos crer que a luta pela democratização do ensino continua.

Profª. Francisca

Professor Indignado disse...

Denuncie a realidade do sistema educativo português.

http://indignidade.blogspot.com/